FIMFA NO CCB
ÉCLIPSE
Léo Rousselet (França)
27 e 28 maio . quarta e quinta . 20h00 . Black Box
Estreia Nacional / Público-alvo: +6
Ficha Artística
Criação e interpretação: Léo Rousselet Olhar exterior: Étienne Manceau Direção técnica: Francesco Caspani / Marie Vela Fotografias: Camille La Verde Produção, administração: Cirque des Petites Natures - Denise Dufeu
Produção, difusão: Baron Production - Jordan Enard Apoios: DRAC Occitanie Coproduções: La Maison des Jonglages - Bondy, La Loggia - St-Péran, Perplx - Kortrijk (BE), Collectif Enjeux Acolhimentos em residência: Marionnettissimo - Tournefeuille, Perplx - Kortrijk (BE), La Cascade, Pôle National Cirque - Bourg St-Andéol, La Loggia - St-Péran, Ay-Roop - Rennes, Communauté de Communes Sud-Hérault, Maison des Artistes Antonin Artaud - Gaillac, Centre culturel Soupetard - Toulouse, Ville de Castanet-Tolosan em parceria com La Grainerie, Pôle Européen de Production - Balma, Up! Circus and Performing Arts - Bruxelles (BE)
Um circo de objetos singular, com humor e um toque de magia, pontuado pela luz e escuridão. Uma lâmpada suspensa, o fio de um interruptor, um copo de água, uma bola branca, uma vela e fósforos. Escutamos um tango antigo de uma coluna e uma personagem meticulosa espera na penumbra. No palco, cada objeto parece estar no seu devido lugar.
Neste espaço, onde os meios técnicos permanecem sempre como elementos de jogo, Léo Rousselet, sentado numa cadeira, manipula o tempo, a luz e uma bola esquiva para criar momentos de suspensão que variam de ritmo, desfazem-se e transformam-se como que por magia! As lógicas de causalidade dissipam-se pouco a pouco, a realidade torna-se mais complexa e ganha contornos absurdos. O fio do interruptor provoca-o.
Éclipse explora as relações entre a manipulação de objetos, o malabarismo, a nova magia e... a água! Léo Rousselet leva-nos para um universo poético e cheio de humor, com laivos de Charlie Chaplin. Apresenta-nos uma personagem obsessiva, empenhada em fazer tudo bem, e pronta para enfrentar todas as situações, mesmo as mais inesperadas.
BIO
Nascido em Caen em 1992, Léo estudou música em França e na República Checa. Após concluir a licenciatura, trabalhou um ano na Maison des Jonglages e frequentou depois o Centre des Arts du Cirque de Toulouse - Le Lido. Foi aí que se aperfeiçoou e ampliou a sua prática do malabarismo, que desenvolve desde os 14 anos. Concluiu a sua formação no Lido em 2018. Cruza as suas competências como malabarista, músico e construtor de cenografia em diversos projetos e espetáculos.
TEMPO
Kalle Nio & Fernando Melo (Finlândia-Suécia-Brasil)
29 e 30 maio . sexta: 20h00 e sábado: 19h00 . Pequeno Auditório
Estreia Nacional / Interpretado em inglês / Duração: 60 min / +12
FICHA ARTÍSTICA
Conceção: Kalle Nio, Fernando Melo, Harry Salmenniemi Encenação: Kalle Nio Coreografia: Fernando Melo
Texto: Harry Salmenniemi Intérpretes: Barbara Kanc, Winston Reynolds, Luigi Sardone
Música e desenho de som: Samuli Kosminen Figurinos: Georgina Spencer Desenho de luz: Johannes Hallikas
Direção de cena: Hedda Liukkala Adereços: Matti Niinimäki, Sami Paavola, Kalle Nio Difusão: Axel Satgé / Yellow Everything Fotografias, trailer: Kalle Nio Produção: WHS / Kalle Nio Coprodução: Helsinki Festival, Lutkovno Gledališče Ljubljana Apoios: Alfred Kordelin Foundation, Saastamoinen Foundation
www.kallenio.com / www.fernando-melo.com
Tempo é uma exploração fascinante do tempo, da sua perceção, aceleração, desaceleração e dos momentos em que parece parar. No centro, está um acontecimento aparentemente insignificante que adquire proporções enormes, revelando a fragilidade da vida, através de momentos de queda, de tropeço e de quase-acidentes.
Primeira colaboração entre o artista visual e mágico Kalle Nio e o coreógrafo Fernando Melo, Tempo inspira-se num texto de Harry Salmenniemi sobre a estranha elasticidade do tempo. Mistura movimento e hipnotizantes ilusões cénicas, onde o tempo abranda, recua e pára, parecendo fluir em sentido contrário às leis da lógica. A gravidade desaparece e as leis da natureza dissolvem-se. Cenas oníricas e sem palavras alternam com composições rítmicas para metrónomos preparados, intensificando a sensação de viagem entre sonho e realidade.
Fernando Melo criou uma coreografia que desafia a gravidade e o tempo para três intérpretes excecionais: a bailarina e marionetista eslovena Barbara Kanc, o bailarino italiano Luigi Sardone e o bailarino-acrobata sueco Winston Reynolds.
BIOS
Kalle Nio é encenador, artista visual e mágico. Trabalha nas áreas do teatro visual, do cinema experimental, da nova magia, do circo contemporâneo e das artes visuais. Nas suas criações cénicas e instalações cinematográficas, atua como inventor, intérprete e investigador, criando encontros entre o passado e o presente, magia e artes visuais, tecnologia, realidade e ilusão. Inspirando-se na magia cénica do século XIX, Nio reinventa os seus elementos como base para explorações visualmente marcantes do corpo humano e das relações interpessoais na sociedade contemporânea. É Mestre em Belas-Artes pela University of the Arts Helsinki. O grupo de Nio, WHS, é um dos coletivos finlandeses de artes performativas com maior atividade internacional, tendo apresentado os seus trabalhos em mais de duzentos teatros e em mais de quarenta países. As suas exposições, instalações de vídeo e curtas-metragens foram apresentadas em museus e galerias na Finlândia e internacionalmente. É também cofundador do Teatteri Union, um cinema de autor e espaço dedicado às artes performativas em Helsínquia. Nio recebeu vários prémios pelo seu trabalho na magia, artes visuais e produções cénicas. O seu trabalho já surpreendeu o público em edições anteriores do FIMFA, pela qualidade na correlação entre imagens reais e virtuais, como com Lähtö - Départ na abertura do FIMFA Lx14; Nopeussokeus - Speed Blindness, FIMFA Lx11; e Keskusteluja - Discussions, FIMFA Lx10. Em parceria com o Teatro São Luiz foi apresentado Cutting Edge (2017) e The Green (2018). Dirigiu ainda um dos workshops do Projeto Funicular em 2015.
O coreógrafo Fernando Melo nasceu no Brasil e está radicado na Suécia. Construiu a sua carreira na Europa como bailarino e coreógrafo. As suas obras incorporam frequentemente magia e ilusões cénicas, enriquecendo produções tanto de dança como de ópera, incluindo colaborações com La Monnaie, em Bruxelas, ou com a Royal Danish Opera, em Copenhaga. Conhecido pela sua abordagem inovadora e interdisciplinar, Melo continua a marcar o panorama internacional da dança e da ópera.
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