Um Mini Museu Vivo de Memórias do Portugal Recente

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Teatro do Vestido

Conceção, texto, espaço cénico e direção Joana Craveiro
Interpretação Dúnia Semedo, Joana Craveiro
CCB . 28 fevereiro a 3 março . Pequeno Auditório
Quarta a sexta às 10h30 . Sábado e Domingo às 16h00
Sessão de quinta-feira, 29 de fevereiro, com interpretação em Língua Gestual Portuguesa
1h45 (espetáculo) + 45 min. (conversa)

Ficha Artística:
Conceção, texto, espaço cénico e direção Joana Craveiro
Interpretação Dúnia Semedo, Joana Craveiro
Colaboração criativa Estêvão Antunes, Tânia Guerreiro, Henrique Antunes, Igor de Brito, João Pedro Leitão, Alaíde Costa, João Cachulo - e Rosinda Costa (na versão de 2017)
Figurinos Tânia Guerreiro
Desenho de luz João Cachulo
Assistência e operação de luz João Pedro Leitão
Operação de som Igor de Brito
Operação de vídeo Henrique Antunes
Direção de produção Alaíde Costa
Apoio FXRoadLights
Coprodução Centro Cultural de Belém/Fábrica das Artes, Teatro do Vestido
Um Mini Museu Vivo foi criado originalmente a convite do CCB/Fábrica das Artes, em 2017, inserido no ciclo Memórias de Intenção Política.
 
Projeto documental, filho do emblemático Um Museu Vivo de Memórias Pequenas e Esquecidas, este Mini Museu abre os baús e arquivos do Teatro do Vestido no ano em que se comemora o 50.º aniversário do 25 de Abril, o «dia inicial, inteiro e limpo.» Que melhor momento para desenterrar e invocar memórias? Para recitá-las como a uma litania, para reavivá-las e com isso inscrevê-las, que é muito do que a memória pede: inscrição, transmissão. Memórias com futuro, estas. Visitamos aqui histórias que não abordámos no espetáculo-mãe; focamos outros pormenores das fotografias, tocamos outras músicas, fazemos outras perguntas. Começamos pela primeira, primordial: quanto tempo é preciso passar para que possamos falar sobre isto? E terminamos a sarar as feridas do nosso arquivo entretanto inundado e quase perdido, que nos recordou quão frágil é, afinal, a memória dos acontecimentos, e os artefactos de que nos rodeamos para a contar e explicar às gerações futuras.
 
Construído em resposta ao convite do CCB/Fábrica das Artes, em 2017, e inserido no ciclo Memórias de Intenção Política, a versão de 2024 mergulha mais a fundo numa parte da história colonial portuguesa e na libertação destes territórios, para isso convidando para o palco uma nova arquivista, Dúnia Semedo, aqui habitando e escavando memórias de Cabo Verde lado a lado com Joana Craveiro.
 
Neste Mini Museu encontramos histórias de pessoas comuns que não foram fixadas nos manuais de história tal como ela é ensinada nas escolas. Os pequenos objetos, as fotografias de família, um velho livro de uma biblioteca pessoal, um recorte de jornal guardado entre as páginas de um diário – testemunhas de outras formas possíveis de lembrar e contar estes relatos. Uma viagem cronológica pela história do século XX em Portugal e que começa com a descoberta de uma caixa cheia de panfletos e evidências de um conjunto de utopias hoje caídas em desuso.
 
Cinquenta anos depois do 25 de Abril, são já os filhos e os netos de Abril que transmitem as memórias que ouviram contar, a outros para quem este passado é já um país distante. E, no entanto, como mostra este espetáculo, este passado faz muito daquilo que é o nosso presente. Não o conhecer, não saber como chegámos até aqui, é como faltar-nos um mapa para o futuro. Calçamos por isso as luvas de arquivista e fazemos a autópsia destas memórias como quem parte numa expedição.
 
Temos esperança de, neste diálogo que aqui construímos, estarmos também a construir uma ideia de comunidade que se aproxime ao que de melhor tiveram os processos participativos do processo revolucionário português – esse momento original e único de um povo à procura de saber como fazer com a liberdade e o poder de decidir e atuar.
 
Contamos com a vossa colaboração na divulgação deste espetáculo. A folha de sala segue em anexo e as fotografias podem ser descarregadas aqui.
 

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