Estudo analisa ação de jornalistas portugueses e apresenta ranking com os 45 mais influentes

Foi apresentado ontem o estudo “Jornalistas Em Ação: Análise da atividade e presença de profissionais do jornalismo nos media tradicionais e nas redes sociais”, bem como o ranking “TOP 45 – Ranking da atuação de jornalistas nos media tradicionais e media sociais”, que elenca os jornalistas com uma ação mais efetiva na sociedade portuguesa. Pioneiro em Portugal, o estudo foi feito por uma equipa multidisciplinar com investigadores da Universidade Católica Portuguesa (CEPCEP), da Cision e do Omnicom Public Relations Group (OPRG).

Partindo de uma amostra de 45 jornalistas portugueses, selecionados segundo critérios definidos na metodologia e relacionados com a visibilidade e atividade dos profissionais de jornalismo nos vários media foram recolhidos dados durante todo o 1.º trimestre de 2019, incluindo a análise de quase 3.000 publicações de rádio, imprensa, TV, Facebook e Twitter. A presença e atividade dos jornalistas em Portugal foi mapeada através das suas produções noticiosas nos meios tradicionais e das suas publicações nos meios digitais próprios.  O estudo analisou as publicações tomando em consideração o suporte, tipo de meios, temas, estilo discursivo e género do jornalista, entre outras variáveis.

No espaço mediático ocupado por estes jornalistas os temas dominantes foram a política nacional (27%), economia e política internacional (ambos com 14%). Na análise feita, as peças publicadas em media tradicionais dividiram-se entre Imprensa (18%), Rádio (8%), Televisão (41%) e Web (33%).

Destacaram-se os estilos discursivos crítico (43% das notícias) e analítico-interpretativo/explicativo (27%). O estilo crítico domina nas publicações e notícias relacionadas com educação (80%), justiça (68%), saúde (56%) e política nacional (49%). As intervenções na área do desporto são maioritariamente de estilo analítico-interpretativo (54%), bem como as de política internacional (60%). No que respeita a posição editorial, a maioria dos cargos diretivos (59%) são ocupados por homens. É também interessante ver que existe uma relação entre o género dos jornalistas e os temas tratados, com os homens a dominarem a área da política nacional, economia e desporto e as mulheres a serem as principais protagonistas na área da política internacional e sociedade.

A relação entre posição editorial e os temas tratados sugere que áreas como a economia ou política tendem a ser tratadas por jornalistas com cargos superiores hierarquicamente, ao contrário do desporto ou sociedade.  Estes mesmos jornalistas tendem mais para uma intervenção com tom crítico (44%) do que analítico-interpretativo (36%).

Nas redes sociais, 28% das publicações são de autopromoção, 27% são de opinião/crítica, 12% partilha de notícias e relatos em direto e 2% consistem na correção de erros e reflexão sobre a prática jornalística. Os jornalistas partilham não apenas notícias do meio em que trabalham (54%), como notícias de outros meios (17%). As mulheres tendem a fazer mais partilhas (53%), sobretudo de conteúdos não jornalísticos (57%), e os homens mais publicações originais (23%). O Facebook recebe mais publicações de autopromoção do que o Twitter.

Salienta-se que a performance dos jornalistas é diferente no espaço tradicional e digital. Nos meios tradicionais, a presença é claramente mais profissional, com um estilo mais crítico e centrado em temas da agenda informativa. Nos media digitais, destaca-se uma ação mais pessoal, focada em assuntos fora do jornalismo, com um estilo mais neutro. Ou seja, a ação é mais interventiva nos media tradicionais e passiva nos media sociais.

Na realização deste estudo foi observado o desempenho dos 45 profissionais nos media tradicionais e sociais de modo a ter um retrato completo da sua atuação no espaço público. Pretendeu-se responder a questões como “há uma correspondência entre a ação dos jornalistas nos vários media”; “visibilidade e influência nos meios tradicionais corresponde ou fomenta o mesmo estatuto no plano digital e vice-versa?” e “quais as sinergias entre conteúdos noticiosos e de opinião, entre autoria profissional e perfis pessoais nas redes sociais?”.

Este estudo foi desenvolvido no âmbito da comemoração dos 20 anos do OPRG em Portugal e foi desenvolvido por uma equipa multidisciplinar com investigadores da CEPCEP, do OPRG e da Cision.

O ranking completo pode ser consultado aqui.

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