Curtas Vila do Conde arranca esta sexta para duas semana do mais interessante cinema contemporâneo

Mandíbulas, Quentin Dupieux?
 

Curtas Vila do Conde arranca esta sexta para duas semana do mais interessante cinema contemporâneo

 
Arranca esta sexta, dia 16 de julho, a 29ª edição do Curtas Vila do Conde, naquela que será uma das mais longas edições de sempre. Dez dias de programação intensa voltam a fazer do festival nortenho ponto de paragem para algum do mais interessante e estimulante cinema mundial. Com extensões simultâneas a Lisboa e Porto e um programa com mais de 230 filmes e conteúdos exclusivos disponibilizados online, o Curtas Vila do Conde reafirma a importância do encontro, com uma edição que contará com a presença de grande parte dos cineastas que integram a selecção oficial. 
 
A marcar o arranque do Curtas a estreia nacional de Mandíbulas, o novo filme do francês Quentin Dupieux. Uma história de humor desconcertante em torno dos esforços de Manu e Jean-Gab, dois amigos um pouco idiotas, que decidem treinar uma mosca gigante para assaltar de bancos. Em fóco ao longo de todo o festival, a obra da realizadora escocesa Lynne Ramsay, premiada em diversos festivais, e com um corpo de trabalho que obra a obra reinventa o seu cinema, sem medo de arriscar. Ponto de destaque ainda para a inauguração de  Be Your Selfie, exposição inédita de Diogo Costa Amarante, que traçará um olhar sobre a forma como a sobre-exposição promovida pelas redes sociais poderá estar a esgotar as formas de olhar, a mercantilizar as paisagens e a marcar a forma como olhamos criticamente para nós. No programada dedicado às “novas vozes” propostas a emergirem de diversas paisagens, com o cinema de Ali Asgari e Farnoosh Samadi, Jacqueline Lentzou e Jorge Jácome. 

Espaço de destaque também para a história do cinema, com dois programas especiais a visitarem datas concretas de filmes absolutamente marcantes da história do cinema. Mulholland Drive, de David Lynch, apontado por muitos críticos da especialidade como um dos mais relevantes filmes do seu século, a ser mote para um programa especial sobre as fronteiras entre o sonho e a realidade. Missão conjunta entre a equipa de programadores do Curtas e da “Semaine da la Critique”, assume aqui a forma de uns “Sweet Sixty”, compilando filmes de alguns dos novos cineastas que se deram a conhecer nesse espaço programático do festival francês. Nota especial aqui também para a reposição de O Garoto de Charlot, obra incontornável de Charles Chaplin, a integrar uma reforçada programação infanto-juvenil e familiar do festival. Fechar a lista de destaque com mais duas longas em antestreia em Vila do Conde, Diários de Otsoga, um dos mais esperados filmes portugueses do ano, e Lutar lutar lutar, obra de Sérgio Borges e Helvécio Marins Jr sobre o Atlético Mineiro. Este último seguido de uma conversa com o realizador, o comentador desportivo Luís Freitas Lobo e os jogadores Tarantini (ex-Rio Ave) e Reinaldo (ex-Atlético Mineiro). 

A 28ª edição do Curtas integra ainda uma competição nacional e internacional com o melhor que tem sido feito durante o último ano, uma competição experimental que olha o lado mais irreverente e desafiador cinema, uma competição de vídeos musicais e uma competição composta por filmes realizados em contexto de formação. Para os apreciadores dos pontos de contacto entre o cinema e a música duas propostas: Angelica Salvi a musicar Shoes, de Lois Weber, e Chão Maior num espectáculo especial ao lado do realizador Igor Dimitri. 

A programação completa do Curtas de Vila do Conde, assim como os detalhes sobre o programa online, pode ser consultado no site do evento ou na aplicação mobile disponível para download na Apple Store e Google Play. A edição online do festival está disponível em: https://online.curtas.pt.

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