Novo estudo da Cushman & Wakefield mostra que responsáveis europeus pelo imobiliário comercial continuam a valorizar o coworking

Em Portugal, o conceito de coworking está a crescer e vários operadores estão em expansão ou a inaugurar os seus primeiros projetos em território nacional
 
A Cushman & Wakefield divulgou um estudo que revela o parecer de várias empresas sobre o valor do espaço de trabalho flexível e das estratégias de coworking.
 
A consultora, em parceria com a CoreNet Global, a principal associação profissional de imobiliário empresarial que agrupa os responsáveis pelo imobiliário de multinacionais, realizou um inquérito a mais de 550 lideres do setor de imobiliário comercial de todo o mundo. Os participantes foram questionados sobre a sua perceção em relação ao setor de coworking, os prós e contras no uso deste modelo de trabalho, os impactos estimados nos custos e a utilização, no passado e no futuro, de escritórios flexíveis por parte dos colaboradores.
 
As principais conclusões do relatório incluem:
 
Cerca de dois terços das empresas utilizam o coworking nalguma escala e muitos inquiridos esperam duplicar o seu grau de compromisso com este tipo de espaços ao longo dos próximos cinco anos
 
Os resultados mostram que os líderes das empresas têm uma visão geralmente positiva sobre o coworking e encaram o espaço flexível como parte crescente da sua estratégia de ocupação. A percentagem de colaboradores com acesso a este tipo de espaço está a crescer e, em média, os inquiridos planeiam ter 24% da sua equipa a utilizar espaços de coworking de forma regular nos próximos cinco anos.
 
Um terço das empresas que usam espaço flexível reportam uma poupança nos custos de ocupação superior a 5%
 
Cada vez mais, os executivos reconhecem que a integração de espaço flexível na sua estratégia proporciona um valor significativo em termos de atração de talento, ao mesmo tempo que reduz os custos de ocupação ao permitir adaptarem-se às variações constantes no número de colaboradores.
 
Apesar de uma visão genericamente positiva do coworking, os responsáveis pelo imobiliário comercial são realistas quanto aos desafios para os colaboradores
 
Cerca de metade (48%) dos entrevistados vê uma dificuldade crescente em manter a cultura e coesão das equipas quando os colaboradores estão a trabalhar fora da empresa em espaços de coworking. Além disso, um número semelhante de inquiridos mencionou a segurança digital como uma potencial preocupação. Contudo, e apesar das preocupações dos inquiridos, os fornecedores, nacionais e globais, de espaços de trabalho flexível, detêm um longo historial em facultar aos clientes os mecanismos de segurança digital necessários.
 
Portugal: dinamismo da procura impulsiona expansão do coworking
 
Estima-se que em Portugal o conceito de coworking agregue uma oferta total de 130.000 m², dos quais 60% concentrados em Lisboa e 13% no Porto. Apesar do seu peso residual (abaixo de 2% do parque total de escritórios em ambas as cidades), este segmento tem, por um lado, vindo a colmatar a escassez de oferta de espaços tradicionais de escritórios e, por outro, a dar resposta a um novo tipo de procura, cujo enfoque está na flexibilização do local de trabalho.
 
Demonstrando o dinamismo deste segmento em Portugal, vários operadores já instalados estão atualmente em processo de expansão, como é o caso da GoldenHub, da IDEA Spaces e da Second Home, ou mesmo a inaugurar os seus primeiros projetos, do qual a Spaces (grupo IWG), Heden, Wood e Factory são um exemplo. Esta última irá instalar a Factory Lisbon num projeto de 12.000 m² em construção no Hub Criativo do Beato, tendo já assegurado uma ocupação parcial pela Mercedes-Benz.io, o hub de inovação digital da marca automóvel alemã.
 
Sobre a Cushman & Wakefield
A Cushman & Wakefield (NYSE: CWK) é uma consultora líder global em serviços imobiliários que cria valor significativo a ocupantes e investidores em todo o mundo. A Cushman & Wakefield está entre as maiores empresas de serviços imobiliários com 51.000 colaboradores distribuídos por 400 escritórios em 70 países. Em 2018, a consultora registou uma faturação de 8,2 mil milhões de dólares através de serviços de agência, representação de inquilinos, vendas e aquisições, gestão de imóveis, gestão de projetos, consultoria e avaliações. Para saber mais visite www.cushmanwakefield.pt

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