Executivos portugueses otimistas esperam bons resultados, mas continuam a investir abaixo da média em IA
- Nove em cada dez executivos de topo estão otimistas em relação ao crescimento em 2026 e reportaram mais lucros em 2025.
- Inteligência Artificial (IA), aumento da concorrência, novas tecnologias, agitação social e novos modelos de trabalho são as tendências externas mais significativas que terão maior impacto nos negócios em Portugal.
- Apenas 2% das empresas nacionais (contra 15% a nível global) estão a investir, atualmente, mais de um quinto do orçamento em IA.
Lisboa, 02 de fevereiro de 2026 – A Forvis Mazars Group, network global especializada em serviços de audit and assurance, accounting and outsoursing services, advisory, tax e legal em todo o mundo, apresenta as conclusões do barómetro C-Suite, que aponta que nove em cada dez executivos de topo em Portugal estão otimistas em relação a 2026. No entanto, a incerteza económica e o aumento da concorrência são fatores que podem ser um entrave ao crescimento – opinião partilhada por outros líderes empresariais em todo o mundo.
O estudo indica ainda que sete em cada dez empresas portuguesas reportaram um aumento dos lucros anuais, em 2025. Em relação às tendências com maior impacto nas empresas, os executivos ouvidos referem a IA, o aumento da concorrência, as novas tecnologias, a agitação social e os novos modelos de trabalho.
Este ano, o Índice de Confiança em Portugal está em 20%. Em média, um em cada cinco executivos está “muito confiante” de que pode gerir as principais tendências.
A expansão internacional, a entrada numa nova categoria de produtos/serviços e a reestruturação/redução de custos são as principais prioridades estratégicas dos líderes. Em média, 58% das empresas planeiam aumentar o investimento, concretamente em áreas testadas. Exemplo disso são a aquisição de clientes, os sistemas de TI/digitalização e o planeamento da continuidade do negócio.
A IA é apontada como a principal prioridade em termos de transformação tecnológica (47%), seguindo-se o crescimento das receitas e as parcerias internas/externas. Ainda assim, menos de metade dos executivos de topo referem uma estratégia de transformação tecnológica em 2026. Em termos de investimento, os líderes estão mais confiantes no ROI da IA, da automatização e da cibersegurança/gestão de riscos.
A corrida pela implementação da IA está a reestruturar os recursos humanos, com 15% dos líderes a reportar que já está a substituir empregos e 38% a afirmar que criou funções, lê-se nas conclusões do barómetro C-Suite. Três em cada cinco participantes do estudo já reestruturaram as equipas para implementar a IA. Contudo, há espaço para investimentos mais focados.
Mais de metade dos executivos utiliza a IA para previsões, eficiência interna, criatividade e aquisição de conhecimento. As principais motivações para o recurso às ferramentas disponíveis são a otimização operacional e uma melhor tomada de decisões/precisão de insights.
No entanto, o barómetro C-Suite da Forvis Mazars nota que apenas 2% das empresas portuguesas (contra 15% a nível global) estão a investir, atualmente, mais de um quinto do orçamento em IA. Quatro em cada cinco executivos relatam algumas preocupações éticas, com um terço a descrevê-las como “importantes”.
Sérgio Santos Pereira, Country Managing Partner da Forvis Mazars em Portugal, afirma: "O novo ano parece oferecer uma perspetiva positiva aos executivos de topo nacionais, com um claro horizonte de crescimento. Mas o nosso estudo é também revelador de uma atitude prudente, pois o clima de incerteza é uma realidade em todo o mundo. Paralelamente, notamos que a transformação tecnológica e os desafios da Inteligência Artificial continuam na ordem do dia, com iniciativas concretas, mas também com muito caminho para trilhar, bem patente no número muito reduzido de empresas que já estão a investir mais de um quinto do orçamento em IA".
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Sobre o estudo
O barómetro C-Suite da Forvis Mazars foi realizado entre outubro e novembro de 2025, contando com a participação de 3012 líderes C-Suite de organizações com fins lucrativos e receitas anuais superiores a um milhão de dólares, oriundos de 40 países.
Em Portugal, participaram 100 líderes C-Suite, sobretudo de áreas como: Tecnologia, Media e Telecomunicações; Indústria; Consumo (retalho, transporte, hospitalidade), Energia & Infraestruturas; Imobiliário.