Ciclo AUTOMAT: Literatura e Inteligência Artificial

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Eventos também disponíveis online, com tradução simultânea
 

No dia 30 de setembro comemora-se o Dia Internacional da Tradução e o Goethe-Institut Portugal celebra a efeméride com o arranque do ciclo AUTOMAT: Literatura e Inteligência Artificial. Numa era em que os algoritmos dominam já profundamente a nossa vida económica, política e social, que transformações causará a inteligência artificial no mundo das letras?

A 30 de setembro, às 19h00, no Auditório do Goethe-Institut em Lisboa, e em streaming no Facebook, o público é convidado a acompanhar o trabalho da tradutora literária Helena Topa no evento Tradutora Transparente: Woman vs. Machine. Helena Topa irá traduzir ao vivo excertos do romance Malina, de Ingeborg Bachmann, em competição com uma plataforma de tradução automática.

A tradutora irá comentar o seu trabalho, visível ao público através de uma projeção do seu monitor, convidando-o a colocar questões, fazer sugestões ou criticar algumas escolhas num intercâmbio ativo não só com o próprio texto, mas também com as técnicas de tradução.

No dia 14 de outubro, novamente às 19h00, terá lugar o segundo evento do ciclo, Arte ou Algoritmo: Inteligência Artificial e Tradução. No Auditório do Goethe-Institut em Lisboa, e em streaming, o poeta digital e filósofo alemão Hannes Bajohr conversa com a investigadora portuguesa Ana Margarida Abrantes sobre o impacto e a potencialidade das técnicas de inteligência artificial no mundo das palavras. Um debate em torno das questões essenciais da literatura: em que consiste a criatividade? O que faz um(a) autor(a)? O que acontece quando lemos um texto? O evento será em português e alemão, com tradução simultânea.

Também no âmbito do ciclo AUTOMAT: Literatura e Inteligência Artificial, foram publicados no Portal de Literatura Contemporânea de Expressão Alemã vários artigos sobre o tema da tradução automática e digital e até um teste para descobrir as diferenças entre uma tradução humana ou por inteligência artificial.

Biografias:

Helena Topa nasceu em 1964 e é tradutora. Traduziu, entre outras, obras de Günter Grass, Elfriede Jelinek e Herta Müller. Foi docente de Literatura de Expressão Alemã na Universidade Nova de Lisboa.

Hannes Bajohr estudou filosofia, literatura alemã e história moderna e contemporânea na Humboldt-Universität em Berlim, e fez o seu doutoramento na Columbia University de Nova Iorque com uma dissertação sobre a teoria da linguagem de Hans Blumenberg. Trabalha sobre filosofia política, antropologia filosófica, teoria da linguagem do século XX e literatura digital, e escreve prosa, ensaios e poesia digital (mais recentemente Halbzeug. Textverarbeitung, 2018 e Wendekorpus. Langgedicht, 2019). Hannes Bajohr vive em Berlim e Basileia, onde trabalha no Seminário de Estudos dos Media na Universidade de Basileia.

Ana Margarida Abrantes estudou alemão e inglês nas Universidades de Aveiro, Essen e Innsbruck. Concluiu o mestrado em linguística cognitiva em 2001 e obteve o doutoramento em língua e literatura alemãs pela Universidade Católica Portuguesa em 2008. Como bolseira pós-doutorada, foi investigadora visitante no Departamento de Ciência Cognitiva da Case Western Reserve University (EUA) entre 2007 e 2009. Atualmente é investigadora sénior no Centro de Comunicação e Cultura da Universidade Católica em Lisboa e professora de Linguística na mesma universidade. Os seus interesses de investigação incluem estudos literários cognitivos, semiótica cognitiva, estudos de cultura cognitiva e língua e literatura alemã.

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