A Mordida, de Pedro Neves Marques, seleccionado nos festivais de Toronto e Nova Iorque

A Mordida, o mais recente filme de Pedro Neves Marques terá a sua estreia mundial já no próximo mês na secção Wavelengths do Festival de Toronto que decorre de 5 a 15 de Setembro.

Também confirmada está já a selecção no Festival de Nova Iorque, na secção Projections, que acontece de 27 de Setembro a 13 de Outubro.

"A Mordida parte de uma pesquisa num laboratório de mosquitos geneticamente modificados em São Paulo, Brasil, para criar uma ficção algures entre o momento político actual e um futuro imaginado. A epidemia biológica de um vírus combatido parcialmente através de mosquitos mutantes, faz de analogia à ascensão do conservadorismo reaccionário brasileiro. No laboratório os mosquitos machos são modificados, de modo a transmitir um gene letal às fêmeas e assim esterilizá-las. Entretanto, o filme segue os protagonistas (um homem, uma mulher, uma mulher transgénero) através destas crises interligadas, tecendo associações entre perigo psicológico e terror físico, perturbações médicas e políticas, a heteronormatividade estéril do laboratório e um ataque à autonomia reproductiva. Apesar destas tensões se expressarem nas relações pessoais entre os personagens, quer enquanto sublimação quer enquanto refúgio à crise, o filme aponta ainda assim para o espaço da intimidade como um futuro possível para lá dos constrangimentos de uma mentalidade binária, com o papel do homem corrompido pela fluidez, tanto natural quanto artificial, que o cerca." (Pedro Neves Marques)

A Mordida, tem distribuição da Portugal Film - Agência Internacional de Cinema Português.

Ficção
2019, Portugal, Brasil, 26’ 

Argumento: Pedro Neves Marques
Fotografia: Marta Simões
Som: Tales Manfrinato
Montagem: Pedro Neves Marques
Produção: Catarina de Sousa, Pedro Neves Marques
Elenco: Alina Dörzbacher, Ana Flávia Cavalcanti, Kelner Macedo

Sinopse: Entre uma casa na mata atlântica e uma fábrica de mosquitos geneticamente modificados em São Paulo, uma relação poliamorosa e não-binária procura sobreviver a uma epidemia que atravessa o Brasil. Enquanto no interior da fábrica milhares de mosquitos nascem diariamente – um exército de insectos prestes a ser distribuído pelo país –, as tensões e relações de poder entre Helmut, Calixto e Tao agravam-se. A Mordida é um filme algures entre o terror, a ficção cientifica e um drama queer.

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MATERIAIS:
 

Biografia

Pedro Neves Marques é realizador, artista plástico e escritor. Expôs em instituições de arte como Tate Modern, Serpentine Galleries e Gasworks em Londres; Jeu de Paume em Paris; Pérez Art Museum of Miami, e Anthology Film Archives, New Museum, SculptureCenter e e-flux em Nova Iorque; V-A-C Foundation em Veneza; Fondación Botín em Madrid; Times Guangdong Museum em Cantão, China, entre outros. Futuros projetos a solo incluem Castello di Rivolli em Turim, Highline em Nova Iorque, e CA2M em Madrid. Os seus filmes passaram em festivais como o DocLisboa e o IndieLisboa em Portugal e ForumdocBH no Brasil. Nasceu em Lisboa e vive em Nova Iorque.

Filmografia

[2019] A Mordida (curta)
[2018] A Arte que faz Mal à Vista (curta)
[2017] Semente Exterminadora (curta)


 

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Festival de cinema com a duração de 11 dias, que decorre anualmente em Lisboa.

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