Tratamento oncológico pode passar por mais investigação e aplicações clínicas na física médica

São esperados cerca de 150 profissionais – médicos, engenheiros biomédicos, físicos, enfermeiros, entre outros especialistas – nos dias 12 e 13 de dezembro, em Coimbra
 
O tratamento de doenças oncológicas pode passar por mais investigação e aplicações clínicas na área da física médica. Quem o sugere é, não só a Universidade de Texas nos EUA, mas também o Governo Português que, nas suas orientações estratégicas nacionais, prevê a criação de uma unidade de saúde para o tratamento de doente com cancro com recurso a terapias de feixes de partículas de elevada energia.

É, nesse sentido, que investigadores do MD Anderson Cancer Center (MDACC) da Universidade do Texas (EUA) – um dos mais conhecidos centros do mundo dedicado exclusivamente à investigação, educação e prevenção de pacientes com cancro com recurso a técnicas inovadoras, nomeadamente terapia de protões -, no âmbito da parceria internacional UT Austin Portugal, vão estar, juntamente com outros experts internacionais, em Coimbra, nos dias 12 e 13 de dezembro.

O objetivo? Reunir cerca de 150 profissionais – entre médicos, engenheiros biomédicos, físicos, enfermeiros, técnicos de imagiologia médica, de radioterapia, investigadores e até mesmo estudantes destas áreas – para debater os novos desafios na área da física médica e identificar novas oportunidades de colaboração entre o MDACC e as instituições de investigação portuguesas que atuam nesta área.

“Para além de investigadores de instituições portuguesas, vão estar também profissionais do MD Anderson Cancer Center e German Cancer Research Center (DKFZ), para juntos discutirmos as tendências atuais e promover o intercâmbio de conhecimentos em Física Médica, nomeadamente em abordagens inovadoras em radioterapia, terapia com radionuclídeos e terapia com protões a merecerem um lugar de destaque na agenda do debate”, explica Maria Filomena Botelho do iCBR-CIMAGO, FMUC.

O debate, intitulado “New Challenges in Medical Physics”, vai decorrer nas instalações da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), que, juntamente com o Instituto para Investigação Clínica e Biomédica de Coimbra (iCBR) e o Centro de Investigação em Meio Ambiente, Genética e Oncobiologia (CIMAGO), está responsável pela coordenação científica deste evento, que é o primeiro na área da física médica organizado pelo Programa UT Austin Portugal.

Ainda estão disponíveis algumas vagas para aqueles que queiram assistir a este debate, sendo que os registos encerram a 6 de dezembro em: https://forms.gle/THQYcA4ExBahVCJr7  
O programa completo pode ser consultado aqui: https://utaustinportugal.org/events/new-challenges-in-medical-physics/
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Sobre UT Austin Portugal e a área de Física-Médica: iniciado em 2007, o Programa UT Austin Portugal é uma parceria em Ciência e Tecnologia entre a Fundação Portuguesa de Ciência e Tecnologia (FCT) e a Universidade do Texas em Austin (UT Austin), apoiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. A parceria foi renovada em 2018 em direção a uma nova década, até 2030. Após dez anos de colaboração conjunta, UT Austin Portugal e as instituições portuguesas continuam a desenvolver um esforço colaborativo para promover uma próspera agenda de investigação, fortemente alinhada com a estratégia nacional do país, nas diferentes áreas científicas e tecnológicas. Física Médica é uma das cinco áreas de atuação do Programa, que pretende promover o estabelecimento de parceiras conjuntas entre a Dell Medical School de UT Austin, a Cockrell School of Engineering, o MD Anderson Cancer Center da UT e grupos de investigação portugueses em Física Médica, em matéria de terapias oncológicas com radiação incluindo protões. Alinhada com a estratégia nacional para o desenvolvimento de terapias com feixes de partículas de alta energia para tratamento do cancro, esta iniciativa pretende aumentar a formação avançada de especialistas em radiologia oncológica.

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