António Raminhos confessa que já foi "à bruxa"
No mais recente episódio do videocast 'Dos Pés à Cabeça' da Lusíadas Saúde, onde Vasco Palmeirim conversa com um dos maiores embaixadores da saúde mental em Portugal (e também humorista), António Raminhos, que revela a sua experiência de viver com perturbação obsessivo-compulsiva (POC).
Com uma pitada de humor característica deste convidado, vamos explorar o impacto de condições como a POC e a ansiedade podem ter no dia a dia e numa maior preocupação com a saúde.
Algumas das frases mais catchy deste episódio:
‘Desde pequenino, desde que me lembro de mim, que lido com questões obsessivas e com ansiedade. Mas só aos 26 anos é que eu encontrei um psicólogo que me direcionou.’
‘Os meus pais levaram-me a um psicólogo dos anos 80, uma bruxa. É verdade.’
‘Eu tinha muitos medos de contaminação, tenho menos hoje, mas houve uma altura por aí aos meus 18 anos, que eu quase já não saía de casa, porque não conseguia andar de autocarro, nem de metro, nem nada.´
‘Temos muitos pensamentos ao longo do dia. E muitos desses pensamentos são maus. Todos nós temos. A grande diferença é que uma pessoa que lida com a ansiedade ou com uma perturbação obsessivo-compulsiva fixa-se nestes pensamentos.’
‘Nós somos os realizadores dos nossos maiores filmes de terror.’
‘Já tive ataques de pânico em espetáculos.’
‘Às vezes há momentos que tu não consegues expor em palavras. O desconforto, a sensação de morte iminente, a sensação de que a tua vida acabou ali. Só que é nascer e morrer todos os dias.’
‘A perturbação obsessivo-compulsiva não mexe nas tuas dúvidas, mexe nas tuas certezas.’
‘A malta que vive na ansiedade ou na perturbação obsessivo-compulsiva, ou está no futuro ou está no passado.’
Para ouvir a conversa completa, pode fazê-lo aqui.
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