Emergência demográfica na Europa reúne decisores e especialistas em Lisboa para discutir soluções

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Cimeira europeia “Tackling Infertility” | 24 de abril | 9h00 | Centro Cultural de Belém, Lisboa
 

  • Especialistas de 13 países europeus reúnem-se para definir recomendações e reforçar cooperação.
 
  • Mónica Ferro (UNFPA), Marta Temido (Parlamento Europeu), Rita Sá Machado (DGS) e Luca Gianaroli (IFFS) participam em debate sobre respostas europeias à crise da fertilidade.
 
  • Luísa Loura (PORDATA) alerta para o impacto do inverno demográfico na realidade portuguesa.
 
  • Movimento +Fertilidade reconhecido como case study a nível europeu para tornar a fertilidade uma prioridade.
 
  • Europa regista 1,38 filhos por mulher, abaixo do nível de substituição de 2,1 para garante de renovação da população. Próximas gerações terão menos filhos, menos irmãos e redes familiares mais reduzidas, aumentando o risco de isolamento, alertam especialistas.
 
Portugal recebe, no próximo dia 24 de abril, decisores políticos e especialistas de vários países europeus para discutir a crise demográfica resultante da baixa natalidade e o seu impacto crescente na sustentabilidade económica e social. Intitulada “Tackling Infertility”, esta cimeira europeia, que terá lugar no Centro Cultural de Belém, é uma iniciativa promovida pela Merck com apoio da Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução, Subespecialidade aMedicina de Reprodução e Associação Portuguesa da Reprodução e tem como ponto de partida a taxa de fertilidade no continente europeu abaixo do nível de substituição e um panorama marcado por redes familiares cada vez mais reduzidas.
 
Num contexto em que a taxa de fertilidade na Europa se situa nos 1,38 filhos por mulher, abaixo do nível de substituição necessária de 2,1 nascimentos por mulher em idade fértil, os especialistas alertam para uma transformação estrutural da sociedade europeia. A tendência é clara: cada geração tem menos filhos, menos irmãos e redes familiares mais reduzidas, o que aumenta o risco de isolamento da população idosa e reforça a pressão sobre os sistemas sociais.
 
Ao mesmo tempo, a evidência científica aponta para um agravamento da infertilidade, que afeta já um em cada seis casais, num contexto marcado pelo adiamento da parentalidade e por fatores ambientais, comportamentais e socioeconómicos. Estudos recentes indicam ainda uma deterioração progressiva da fertilidade masculina, bem como um défice significativo de literacia sobre o tema, nomeadamente entre as gerações mais jovens.
 
Depois da primeira edição em França, em 2024, que reuniu mais de 50 especialistas europeus, a cimeira realiza-se agora em Portugal com uma dimensão alargada, juntando representantes de 13 países – Alemanha, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Itália, Polónia, Portugal, República Checa, Roménia, Sérvia, Suécia e Suíça – com o objetivo de consolidar recomendações, promover compromissos concretos e reforçar a articulação entre países.
 
A realidade nacional será um dos pontos em destaque na cimeira. A apresentação da visão portuguesa sobre o impacto do inverno demográfico, por Luísa Loura, diretora da PORDATA, irá enquadrar as consequências da quebra da natalidade e da alteração da estrutura etária da população, incluindo o seu impacto no crescimento económico, nomeadamente ao nível do PIB, e as projeções para as próximas décadas.
 
O debate arranca com a apresentação do Manifesto Europeu “Tackling Infertility”, por Samir Hamamah, seguida de um ponto de situação sobre a evolução e os resultados alcançados desde a edição anterior.
 
O programa integra ainda um debate internacional com Luca Gianaroli, da International Federation of Fertility Societies, Mónica Ferro, diretora do United Nations Population Fund (UNFPA), e Marta Temido, eurodeputada e ex-ministra da Saúde, centrado nas ações e soluções necessárias para responder à crise da fertilidade na Europa.
 
A cimeira inclui também um painel dedicado ao Movimento +Fertilidade, com a participação de Luís Ferreira Vicente, da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução, Luís Goes Pinheiro, dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, e Rita Sá Machado, Diretora-Geral da Saúde, que irá destacar a importância de tornar a fertilidade uma prioridade nacional, com enfoque no acesso, literacia e condições de conciliação entre vida profissional e familiar.
 
Ao longo da manhã, serão discutidos temas como o impacto do inverno demográfico, o acesso a cuidados de saúde reprodutiva, a literacia em fertilidade e o papel das políticas públicas na resposta a um fenómeno que cruza saúde, economia e sociedade.
 
A cimeira “Tackling Infertility” pretende contribuir para uma resposta coordenada a nível europeu, num momento em que a crise da fertilidade se afirma como uma das principais ameaças à sustentabilidade demográfica e ao equilíbrio social do continente.
 
 
Mais informações e inscrições aqui: https://vbrn.tm/tacklinginfertility
 
Programa em anexo.
 
Sobre o European Manifesto “Tackling Infertility”
Manifesto apresentado na sequência da primeira edição do “Tackling Infertility”, que decorreu em 2025 em França, reúne um conjunto de recomendações dirigidas aos países europeus para responder à crise da fertilidade, estruturadas em três eixos prioritários: promoção da literacia e do conhecimento em fertilidade, reforço das políticas de conciliação entre vida profissional e familiar e melhoria do acesso a cuidados de saúde reprodutiva. Este documento resulta de um trabalho colaborativo entre especialistas, associações de doentes e decisores políticos, e pretende contribuir para a definição de políticas públicas mais eficazes e sustentadas a nível europeu.
 
 Sobre o Movimento +Fertilidade:
O Movimento +Fertilidade é uma iniciativa da Associação Portuguesa de Fertilidade (APFertilidade), da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução (SPMR) e da Direção da Subespecialidade de Medicina da Reprodução da Ordem dos Médicos, que surge como resposta ao problema da baixa taxa de fertilidade em Portugal e à urgência de garantir a sustentabilidade demográfica e social do país. Pretende unir entidades públicas, empresas e a sociedade civil em torno de um objetivo comum: criar melhores condições para a parentalidade e promover a fertilidade como causa nacional. O ponto de partida é o Manifesto +Fertilidade, que apresenta princípios, compromissos e medidas concretas de apoio à parentalidade. Saiba mais em www.movimentomaisfertilidade.pt
 
Sobre a Merck  
A Merck é uma empresa líder em ciência e tecnologia, que opera nas áreas de Healthcare, Life Science e Electronics. Cerca de 64.000 colaboradores trabalham para marcar uma diferença positiva em milhões de vidas de pessoas, todos os dias, criando formas de viver mais felizes e sustentáveis. Desde tecnologias avançadas de edição de genes e descobertas únicas de formas de tratar as doenças mais desafiantes, até ao desenvolvimento da inteligência dos dispositivos – a Merck está em todo o lado. Em 2024, a empresa gerou vendas de 21,2 mil milhões de Euros nos países onde atua. A exploração científica e o empreendedorismo responsável foram fundamentais para os avanços tecnológicos e científicos da Merck. Tem sido assim que a Merck prosperou desde a sua fundação em 1668. A família fundadora continua a ser o acionista maioritário do grupo de empresas cotado em bolsa.  
 
Nota importante: A Merck detém os direitos globais sobre o nome e a marca Merck. As únicas exceções são os Estados Unidos e o Canadá, onde a empresa atua como EMD Serono em Healthcare, MilliporeSigma em Life Science e EMD em Electronics. 
 
 
 
 
 
 

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