2025 será decisivo para as organizações repensarem o negócio, com a adoção da IA e agentes inteligentes
- Segundo 82% dos líderes, o próximo ano será decisivo para repensar aspetos centrais da estratégia e operações das suas organizações.
- 82% dos líderes esperam recorrer ao trabalho digital para expandir as suas equipas nos próximos 12 a 18 meses.
- 46% dos líderes afirmam já utilizar agentes para automatizar processos ou fluxos de trabalho.
Lisboa, 23 de abril de 2024 – A Microsoft acaba de divulgar a mais recente edição do Work Trend Index 2025, o relatório que traça as principais tendências do mundo do trabalho. À semelhança das edições anteriores, baseia-se numa análise abrangente que integra dados de telemetria do Microsoft 365 com tendências de mercado e de contratação do LinkedIn. Este ano, contudo, acrescenta uma nova dimensão, ao incorporar insights de startups nativas de Inteligência Artificial (IA) e de economistas, cientistas e académicos, que sinalizam uma transformação profunda nas estruturas organizacionais e nos modelos de trabalho.
Corroborado também por 82% dos líderes, que afirmam que 2025 será um ano decisivo para repensar aspetos centrais da estratégia e operações das suas organizações.
De acordo com o Work Trend Index, uma das principais transformações remete para o surgimento das Frontier Firms, organizações que se distinguem pela implementação e maturidade avançada de IA, uso atual e planeado de agentes e a crença de que os agentes são fundamentais para alcançar o retorno sobre o investimento em IA. Já com 71% dos colaboradores destas empresas a afirmar que as suas organizações estão a prosperar, em comparação com apenas 37% a nível global.
Outro dos resultados retirados do Work Trend Index é que, com a crescente pressão económica, a IA, pela sua acessibilidade e escalabilidade, oferece uma nova alavanca para o crescimento, que pode fechar a crescente lacuna entre as exigências dos negócios e a capacidade humana. Um cenário sentido por 53% dos líderes, que referem que a produtividade deve aumentar, enquanto 80% dos colaboradores referem não ter tempo ou energia suficientes para responder ao nível exigido. Sendo que, em média, são interrompidos por uma reunião, e-mail ou mensagem a cada 2 minutos, um total de 275 vezes por dia, que não permite manter o foco nas tarefas diárias.
Em resposta, 82% dos líderes esperam recorrer ao trabalho digital para expandir as suas equipas nos próximos 12 a 18 meses. O trabalho digital está a catalisar a reinvenção de empresas estabelecidas e a estimular o surgimento de organizações ainda por imaginar. No LinkedIn, as startups líderes em IA contratam a um ritmo duas vezes superior ao das grandes empresas tecnológicas. Esta dinâmica revela uma migração de talento para o ecossistema das startups, refletindo uma transformação mais ampla no panorama da inovação e das oportunidades.
Neste contexto de mudança acelerada, a democratização da especialização proporcionada pela IA está a levar as organizações a evoluírem de estruturas rígidas para modelos de trabalho mais ágeis e orientados para resultados. Estas novas dinâmicas permitem ajustar equipas às necessidades do negócio, combinando o melhor da capacidade humana com agentes inteligentes. Segundo o Work Trend Index, 46% dos líderes afirmam já utilizar agentes para automatizar processos ou fluxos de trabalho, sendo o serviço ao cliente, o marketing e o desenvolvimento de produtos as principais áreas de investimento em IA.
Para maximizar o impacto destas equipas híbridas, o relatório sublinha a importância de uma nova métrica: a proporção entre humanos e agentes. Compreender quantos agentes são necessários para cada tarefa e qual o papel dos humanos na sua supervisão será fundamental. Esta composição ideal depende do contexto e exige equilíbrio — sobretudo em momentos em que a responsabilidade, o julgamento ou a preferência do cliente exigem um envolvimento humano claro. Saber como articular esta colaboração será determinante para o sucesso das organizações no novo paradigma do trabalho.
À medida que estes agentes inteligentes se integram de forma crescente na força de trabalho, emerge uma nova função: o gestor de agentes, um profissional capaz de construir, delegar e gerir agentes para maximizar o impacto individual e acelerar o progresso na carreira. Os líderes estimam que, nos próximos cinco anos, as suas equipas estarão a treinar (41%) e a gerir (36%) agentes, tornando esta competência essencial em todos os níveis da organização.
À semalhança do relatório do ano passado, a IA continua a ser um acelerador de carreira para quem estiver preparado. No entanto, os líderes estão a avançar mais rapidamente: 67% já se dizem familiarizados com agentes, comparativamente a 40% dos colaboradores, e 79% acreditam que a IA impulsionará a sua trajetória profissional. Esta transformação, porém, não se restringe às posições de topo e espera-se que os agentes redefinam funções em todas as áreas, promovendo um trabalho mais estratégico e complexo desde fases iniciais das carreiras.
Embora um terço dos líderes considere ajustes na estrutura de pessoal, 78% preveem criar novos papéis relacionados com IA e 83% acreditam que a tecnologia permitirá aos colaboradores assumir responsabilidades mais avançadas. Tal como a internet deu origem a funções que antes não existiam, a era da IA já está a moldar novas profissões. Preparar-se para este futuro é imperativo. As empresas devem equipar os seus colaboradores com as competências, ferramentas e formação adequadas porque as que o fizerem não só acompanharão a mudança, como ajudarão a defini-la.
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