Governo, Indústria e Educação foram os setores mais afetados por Ransomware em Portugal em 2024
- A Thales S21Sec, um dos principais fornecedores de cibersegurança da Europa, publicou o seu relatório semestral “Threat Landscape Report”, que revela um aumento de 10% nos ataques de ransomware a nível mundial em comparação com 2023.
- Em Portugal, os setores do Governo, Indústria e Educação foram os mais afetados por ataques de ransomware na segunda metade de 2024.
- As tensões geopolíticas aumentaram significativamente a nível mundial, continuando a transformar o panorama da cibersegurança num campo de batalha com ciberataques relacionados com lutas políticas regionais e transições de poder.
Lisboa, 26 de fevereiro de 2025. A Thales S21sec, um dos principais fornecedores de serviços de cibersegurança da Europa, adquirido pelo Grupo Thales em 2022, publicou o seu relatório semestral Threat Landscape Report, que analisa a evolução do cibercrime no segundo semestre de 2024. O estudo, liderado pela equipa de Threat Intelligence da empresa, indica que houve um aumento de 10% nos ataques de ransomware a nível mundial face a 2023 e, em Portugal, os setores mais afetados foram o Governo, a Educação e a Indústria.
Durante o segundo semestre de 2024, foram registados 2.909 ataques de ransomware a nível mundial, um aumento significativo em comparação com o primeiro semestre de 2024 (2.175 incidentes), representando um total de 5.084 ataques em 2024, um aumento de 10% em comparação com 2023. Geograficamente, em 2024, os Estados Unidos da América foram responsáveis pela maioria desses incidentes, representando 50,9%, com um total de 2.590 ataques. No top do ranking estão também o Canadá e o Reino Unido, a França, que ocupou o quinto lugar, e Espanha, com o oitavo lugar.
No ano passado, surgiram 46 novos grupos de operações de ransomware, um aumento de 43,75% em relação a 2023. Entre os grupos de ransomware mais ativos, o relatório destaca o Ransombub, que liderou o segundo semestre de 2024 com 419 ataques, correspondendo a 14,4% do total dos ataques de ransomware, tornando-o no grupo mais ativo do ano. Este grupo opera sob um modelo de dupla extorsão, encriptando sistemas e exfiltrando dados, para pressionar as vítimas com uma nota de resgate na qual fornecem um identificador único de cliente para contactar o grupo e, se o prazo de pagamento não for cumprido, a informação roubada é publicada na Dark Web.
[CONTINUA EM ANEXO]
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