60 anos depois do cinto de segurança, Volvo volta a revolucionar e a partilhar a segurança automóvel

  • O Projeto E.V.A e a partilha de dados de segurança
  • A CARE KEY e os limites de velocidade
  • O sistema de monitorização do estado do condutor
     

“Os automóveis são conduzidos por pessoas. Por isso, tudo o que fizermos na Volvo deve contribuir, antes de mais, para a sua segurança."

Assar Gabrielsson & Gustav Larson

Fundadores da Volvo - 1927

 

 

A Volvo Cars apresentou hoje, na sua sede em Gotemburgo, novas ideias e projetos que reforçam o seu compromisso para com a segurança automóvel demonstrando que o tema continua, hoje, tão atual como em 1927, ano de fundação da empresa.

 

A marca apresentou o Projeto E.V.A e revelou que irá partilhar toda a informação recolhida ao longo de 40 anos de investigação com toda a indústria automóvel, a bem da segurança nas estradas, independentemente da marca que cada um escolher.

 

A Volvo revelou também novas ações e avanços tecnológicos que irão contribuir para combater o excesso de velocidade, a intoxicação e a distração dos condutores - os principais causadores de acidentes graves que poderiam comprometer a sua “Visão 2020” que sugere que “ninguém perderá a vida ou ficará gravemente ferido a bordo de um novo Volvo.”

 

 

E.V.A (Equal Vehicles for All) e a partilha de dados de segurança

 

A Volvo Cars anunciou que vai partilhar todo o seu conhecimento em matéria de segurança com outros construtores com vista à melhoria da segurança nas estradas para todos. As marcas concorrentes poderão consultar relatórios e dados de segurança que resultam de 60 anos de pesquisa e investigação da empresa sueca e que estarão disponíveis num diretório central digital.


Este anúncio está em linha com o compromisso de segurança que faz parte da filosofia da Volvo e surge num ano em que se comemoram precisamente 60 anos daquela que é vista por muitos como a principal invenção da história da segurança automóvel – o cinto de segurança de 3 pontos, introduzido em 1959.

 

Graças à decisão de libertar a patente e partilhar esta invenção com toda a indústria, o cinto de segurança começou a ser utilizado pela generalidade das marcas tornando-se mesmo obrigatório anos mais tarde. Estima-se que, a nível global, mais de 1 milhão de pessoas deva a vida à utilização do cinto de segurança de 3 pontos e muitas mais tenham evitado lesões graves.

 

Para celebrar estes 60 anos de partilha e reforçar que este compromisso estende-se muito para além de patentes a Volvo Cars lançou hoje a Iniciativa E.V.A.

 

 A iniciativa personifica e celebra 60 anos de pesquisa destacando uma questão fundamental que tem sido negligenciada em termos de segurança dos ocupantes:

 

“Temos informação de dezenas de milhares de acidentes rodoviários recolhidos em ambiente real, que nos tem ajudado a melhorar os nossos automóveis tornando-os o mais seguros possível. Isto significa que estes são fabricados para proteger todas as pessoas, independentemente do seu género, altura ou peso, muito para além do “homem padrão” representado pelos crash test dummies tradicionais.”

Lotta Jakobsson - Professor & Senior Technical Specialist - Volvo Cars Safety Centre.

 

A iniciativa E.V.A. ilustra, com base nos dados, na pesquisa e nos estudos internos da Volvo Cars que as mulheres estão sujeitas a um maior risco de determinadas lesões num acidente automóvel. As diferenças verificadas entre o “homem padrão” e uma mulher a nível anatómico e muscular são muito significativas e fazem com que, por exemplo, nas mulheres o efeito chicote seja sentido com outra intensidade provocando lesões cervicais graves.

 

Tendo como base estes estudos e dados de acidentes realizados em laboratório, a Volvo Cars criou crash test dummies virtuais para melhor entender os acidentes e assim desenvolver tecnologias de segurança capazes de proteger, de igual modo, homens, mulheres e crianças.

 

A primeira tecnologia introduzida no mercado resultante desta abordagem foi, em 1998, o WHIPS - Whiplash Protection System que tem contribuído para a imagem única dos assentos e apoios de cabeça da Volvo.

 

A convicção de dar prioridade ao desenvolvimento da sociedade é fundamental para o trabalho da Volvo. A marca tem procurado desenvolver novas tecnologias não só para passar nos testes mas também porque os seus próprios estudos de investigação e desenvolvimento assim o exigem. Estes são baseados numa análise detalhada de dezenas de milhares de acidentes recolhidos em ambiente real e nos quais se demonstra como a segurança poderá ser melhorada.

 

Na década de 80, a Volvo Cars começou a focar-se nos impactos laterais, após os seus dados revelarem que demasiadas pessoas sofriam de lesões pela reduzida distância entre a zona de impacto e o ocupante. Isto fez com que a empresa introduzisse no mercado, durante os anos 90 os SIPS - side impact protection system, airbags laterais e cortinas infláveis, inovações de segurança que, hoje em dia, fazem parte do standard praticado pela indústria.

 

Mais recentemente, os dados da Volvo mostraram um problema relacionado com as lesões na coluna lombar de várias pessoas, independentemente do género ou do tamanho das mesmas. Estudos e análises adicionais fizeram com que a Volvo se focasse nos perigos das saídas de estrada. Como resposta a este problema a Volvo apresentou, primeiro no XC90 e depois em todos os modelos com a plataforma SPA, um  sistema que absorve energia nos assentos muito para além dos requisitos obrigatórios da indústria.

 

 

VOLVO CARE KEY: PARA EVITAR ACIDENTES POR EXCESSO DE VELOCIDADE

No início deste mês, a Volvo anunciou que iria, a partir de 2020, limitar a velocidade máxima dos seus automóveis a 180 km/h.

 

Procurando minimizar o excesso de velocidade, a Volvo apresentou hoje a CARE KEY.

 

De série em qualquer novo Volvo a partir do MY21 (2020), a CARE KEY será uma ferramenta que irá permitir aos condutores definir não só o seu próprio limite de velocidade mas também limites para eventuais familiares ou amigos a quem emprestem os seus carros (nela se incluindo jovens inexperientes com carta de condução à pouco tempo).

Håkan Samuelsson, Presidente e CEO da Volvo Cars, reforçou a ideia de querer iniciar a discussão em torno do direito ou até da obrigação dos construtores em instalar tecnologia nos seus automóveis que contribua para uma mudança de comportamento dos condutores.

Agora, que tal tecnologia já se encontra disponível, a questão tona-se ainda mais relevante.

 

“Acreditamos que um construtor automóvel tem a responsabilidade de melhorar a segurança nas estradas. O limite de velocidade que anunciámos recentemente e agora o CARE KEY fazem parte dessa crença. Existem muitas pessoas que até estão na disposição de partilhar os seus automóveis com os seus familiares e amigos mas que não têm a certeza se essa partilha será feita de forma segura. A CARE KEY apresenta-se como uma boa solução para estes casos.”

 

Para além dos benefícios óbvios em matéria de segurança, os limites à velocidade poderão vir a proporcionar aos clientes Volvo um benefício financeiro adicional. A empresa está atualmente a convidar, várias seguradoras de diferentes mercados para iniciar conversações com vista à oferta de condições mais vantajosas para a comunidade Volvo que utilize estas inovações de segurança. As especificações destes acordos irão variar de mercado para mercado mas, a Volvo Cars espera anunciar o primeiro destes muito em breve.

 

"Se pudermos encorajar e apoiar um melhor comportamento dos condutores com tecnologia que ajuda a evitar problemas acreditamos que isso deverá ter um impacto positivo nos prémios de seguro"

Håkan Samuelsson – Presidente e CEO da Volvo Cars

 

 

 

“MONITORIZAR O CONDUTOR” PARA EVITAR ACIDENTES POR: INTOXICAÇÃO, DISTRAÇÃO E FADIGA AO VOLANTE

 

A Volvo Cars acredita que a intoxicação e a distração ao volante podem e devem também ser combatidas.

 

A proposta da marca passa por instalar um sistema de monitorização do condutor no qual seja possível avaliar o seu estado atrás do volante. Este sistema, monitorizado por câmaras e outros sensores permitirá a intervenção do automóvel caso o condutor seja claramente identificado como intoxicado, cansado ou distraído e não estiver a responder aos sinais de aviso aumentando assim a probabilidade de acidente.

 

O nível de intervenção do automóvel será diferente em função do estado do condutor, de num estado inicial em que limitará a velocidade e alertará o serviço de assistência via Volvo on Call ou num estado final, em que irá ativamente travar e estacionar de forma segura.

 

“No que toca à segurança, pretendemos acima de tudo evitar qualquer tipo de acidentes, para além de minimizar os impactos dos acidentes iminentes. Neste caso, as câmaras irão monitorizar os comportamentos que podem levar a lesões graves ou até à morte.”

Henrik Green - Senior Vice President - Research & Development - Volvo Cars

 

Exemplos incluem: falta de aplicação de força no volante, olhos fechados durante um período longo de tempo, o atravessar de várias faixas de rodagem duma forma excessiva ou tempos de reação muito lentos.

Um sistema de monitorização do condutor como o descrito em cima é um elemento importante para permitir que o veículo tome, de uma forma ativa, as melhores decisões de forma a evitar acidentes graves.

 

“Imensos acidentes resultam de intoxicação, excesso de álcool, drogas ou simplesmente cansaço extremo. Há pessoas que ainda acreditam poder conduzir depois de terem bebido ou não terem dormido o suficiente e que isso não afeta as suas capacidades na estrada. Grande erro, por vezes fatal. Queremos assegurar que ninguém será colocado numa situação de perigo ainda que tente conduzir neste estado.”

Trent Victor - Professor - Driver Behaviour - Volvo Cars.

 

A introdução das câmaras em todos os modelos da Volvo será realidade na próxima geração de automóveis da plataforma Volvo SPA2 que deverá ocorrer no início de 2020. Os detalhes relativos ao número exato de câmaras e ao seu posicionamento serão revelados mais tarde.

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