CCB apresenta nova Temporada de Artes Performativas com reforço do teatro e da dança, aposta continuada na criação portuguesa e maior dimensão internacional
Abertura de bilheteiras: dia 22 de junho, segunda-feira
O Centro Cultural de Belém apresentou hoje a Temporada de Artes Performativas 2026–2027, a primeira concebida pelo diretor artístico Serge Rangoni. A nova temporada distingue-se pelo reforço das áreas do teatro e da dança, pela ampliação das parcerias internacionais e por uma aposta continuada na criação portuguesa.
Da música à ópera, do teatro à dança, do jazz ao fado, a programação reflete uma ambição clara: afirmar o CCB como uma instituição cultural mais aberta ao mundo e, simultaneamente, mais próxima dos seus públicos. Para isso, aprofunda a sua participação em redes europeias de criação e circulação artística e reforça as parcerias com equipamentos culturais de todo o país.
Sem abdicar da exigência artística que carateriza a sua programação, o CCB procurará alargar e diversificar os seus públicos, criando oportunidades de participação e descoberta para quem visita o CCB pela primeira vez, enquanto aprofunda a relação com a sua comunidade.
Na dança, destacam-se Mirage, de Damien Jalet e Kohei Nawa, apresentado pelo Ballet du Grand Théâtre de Genève; o regresso de Jan Martens com The Dog Days Are Over 2.0; e o Ballet de l’Opéra de Lyon, com House, de Sharon Eyal, e A Sagração da Primavera, a emblemática obra de Mats Ek.
Na música erudita, o CCB acolhe artistas e ensembles de referência internacional, como Steven Isserlis, Marc Minkowski e Les Musiciens du Louvre, Christina Pluhar, Josep Pons e o Philip Glass Ensemble. A programação inclui ainda um ciclo dedicado a Beethoven, assinalando os 200 anos da morte do compositor. Mantêm-se os ciclos Orquestras, Sexta Maior, Concertos Comentados e Música no Museu, que registaram uma extraordinária adesão na última temporada.
Continuam igualmente as parcerias com a Orquestra Sinfónica Portuguesa, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, o Museu do Fado, o Teatro Nacional São João, o Rivoli Teatro Municipal, o Centro Cultural Vila Flor, o Theatro-Circo e os festivais Alkantara, FIMFA, Temps d’Images e Festival de Almada. Estão também previstas colaborações com Ponta Delgada 2026 – Capital Portuguesa da Cultura e Évora 2027 – Capital Europeia da Cultura.
A nova temporada reforça o compromisso com a criação contemporânea e a revelação de novos talentos, através de encomendas a jovens compositores portugueses, da atribuição de uma Carta Branca a Bruno Pernadas e da presença de artistas como Margarida Campelo e Desidério Lázaro, cujo concerto se inspira em Siddhartha.
Entre os momentos mais aguardados encontram-se Héritage, de Cédric Eeckhoudt; as novas criações de Lisaboa Houbrechts, a partir de Siddhartha, de Hermann Hesse; Hannibal, de Junior Mthombeni e Michael De Cock; A Place of Safety, da companhia italiana Kepler-452; e Ka-In, do Groupe Acrobatique de Tanger. Regressam também ao CCB duas companhias ligadas à história recente da instituição: o Teatro Praga, com Para uma breve história da água, e a Companhia Maior, com uma nova criação coreográfica de Vera Mantero.
A programação inclui ainda duas grandes produções de ópera apresentadas em parceria com o Teatro Nacional de São Carlos: Carmen, de Georges Bizet, e Um Baile de Máscaras, de Giuseppe Verdi. Já no próximo mês de julho, o CCB recebe o Millennium Festival ao Largo, numa colaboração com o OPART.
Na Fábrica das Artes, prossegue o projeto Missão: Democracia, desenvolvido em parceria com a Assembleia da República, e regressa, já em outubro, o Festival BIG BANG.
A programação hoje apresentada reforça ainda o lugar do pensamento e do debate público no CCB, através de ciclos de conferências e encontros dedicados à Europa, à democracia, às transformações sociais e às grandes questões contemporâneas. Estes programas contarão com a participação de autores distinguidos com o Prémio Europeu do Livro Jacques Delors, bem como de diversos convidados nacionais e internacionais.
A próxima temporada reforça também o diálogo entre as Artes Performativas e o MAC/CCB, promovendo uma maior articulação entre as diferentes áreas artísticas. Ao longo do ano, os espaços do Museu acolherão concertos e performances, dando expressão a esta dinâmica de colaboração. “A par da programação, esta temporada aprofunda um modo de pensar o próprio CCB. Se as suas diferentes áreas preservam a identidade e a autonomia que constituem uma das maiores riquezas da instituição, procuramos agora reforçar o diálogo entre elas”, afirmou Rui Morais, administrador com os dois pelouros.
A participação do CCB em plataformas como PROSPERO NEW, European Theatre Convention, GRAC EST e Creative Peripheries permitirá aumentar a circulação internacional dos artistas portugueses, promover coproduções e criar novas oportunidades de colaboração entre instituições culturais europeias.
A acessibilidade mantém-se como uma prioridade transversal da programação. Estão previstas sessões com audiodescrição, interpretação em Língua Gestual Portuguesa, legendagem, sessões descontraídas e diversas ações de mediação cultural, reforçando o compromisso do CCB com uma cultura verdadeiramente aberta a todos.
Abertura da temporada: um CCB em festa
A temporada de Artes Performativas arranca nos dias 11, 12 e 13 de setembro com uma grande festa de abertura que ocupará diferentes espaços do Centro Cultural de Belém.
Entre os destaques encontram-se a instalação participativa C’est Pas Là, C’est Par Là, da companhia sul-coreana Galmae; The Disappearing Act, de Yinka Esi Graves; Falsas Histórias Verdadeiras, de Victor Hugo Pontes; a performance participativa Di/STRAUSS Technique, de Ivo Dimchev; e ainda sessões de krump, concertos, visitas-conversa e diversas experiências artísticas que convidam o público a participar ativamente na construção da experiência cultural.
Esta abertura traduz simbolicamente uma das ideias centrais desta nova temporada: um CCB vivido como espaço de encontro, circulação, descoberta e participação.
Algumas imagens dos espetáculos da Temporada.
Destaques da Temporada
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