Arrendamento: há 23 famílias interessadas por cada casa anunciada
- Portalegre (53), Faro (33) e Évora (32) foram as cidades com maior procura
- Média de famílias interessadas por casa diminuiu em 18 capitais de distrito
- Em Lisboa, os contactos caíram 17%
- Ponta Delgada registou um aumento de 18%
28 de outubro 2025.- Apesar do aumento de 4,1% no preço das rendas em Portugal no terceiro trimestre de 2025, a procura por casas para arrendar manteve-se elevada. Segundo uma análise do idealista, cada anúncio de arrendamento recebeu, em média, 23 contactos antes de ser retirado da plataforma. Contudo, este valor representa uma quebra de 18% face ao mesmo período de 2024, quando cada imóvel recebia cerca de 28 contactos.
Segundo Ruben Marques, porta-voz do idealista, “embora o número de contactos por anúncio tenha diminuído ligeiramente desde o início do ano, a procura por casas para arrendar permanece forte. Esta desaceleração não traduz menor interesse das famílias, mas sim uma maior disponibilidade de imóveis no mercado. Apesar disso, os valores das rendas continuam altos e fora do alcance de muitos portugueses”.
Cidades com maior procura
As cidades portuguesas onde os anúncios receberam mais contactos no terceiro trimestre de 2025 foram Santarém e Ponta Delgada, ambas com uma média de 35 contactos por anúncio. Logo a seguir surgem Portalegre e Leiria (30), seguidas de Évora e Setúbal (29), que completam o grupo das localidades com maior procura no período analisado.
Com níveis intermédios de contacto encontram-se Bragança (24) e Guarda (24). Já Coimbra, Vila Real e Viseu registaram 21 contactos, seguidas por Faro e Lisboa (20), Funchal e Castelo Branco (19), Aveiro e Braga (17), Porto (15) e Viana do Castelo (12).
Evolução face ao mesmo período do ano anterior
A média de contactos por anúncio diminuiu em 15 capitais de distrito/regiões autónomas e aumentou em 4. As maiores subidas foram registadas em Ponta Delgada (18%), Évora (12%), Guarda (12%) e Funchal (7%), evidenciando uma forte procura nestes mercados.
Por outro lado, registaram-se descidas significativas em várias capitais. As que mais caíram foram Portalegre (-46%), Castelo Branco (-28%), Viana do Castelo (-25%), Faro (-22%), Braga (-20%) e Coimbra (-20%).
Seguem-se Vila Real (-18%), Lisboa (-17%), Aveiro (-17%), Santarém (-16%), Viseu (-15%), Leiria (-15%), Porto (-11%), Setúbal (-8%) e Bragança (-2%).
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