A IA generativa como aliada na preservação e divulgação das línguas indígenas

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  • Um relatório elaborado pela LLYC em colaboração com o BID Lab, o braço de inovação e venture capital do Grupo do Banco Interamericano de Desenvolvimento, e a Microsoft, analisa detalhadamente o desempenho da inteligência artificial generativa em sete línguas indígenas e revela importantes oportunidades em termos de qualidade, compreensão e representação cultural.
     
  • O estudo apresenta 21 estratégias para avançar em direção a uma IA inclusiva, com ações centradas em três frentes: aumento dos dados disponíveis em línguas originárias, desenvolvimento de tecnologias facilitadoras e fortalecimento da sua presença no ambiente digital.
 
  • Conclui ainda que a IA generativa representa uma grande oportunidade para dar visibilidade, preservar e desenvolver tanto as línguas como as culturas indígenas no ecossistema digital global.
 
 
Lisboa22 de julho de 2025
A inteligência artificial (IA) generativa representa uma grande oportunidade para reduzir o isolamento digital das comunidades indígenas e dar maior visibilidade aos seus povos e culturas. É uma das principais conclusões do relatório “O desempenho da inteligência artificial no uso de línguas indígenas americanas”, elaborado pela LLYC, a empresa global de Marketing e Corporate Affairs, em colaboração com o BID Lab, o braço de inovação e venture capital do Grupo do Banco Interamericano de Desenvolvimento, e a Microsoft. A publicação evidencia a situação atual e propõe uma série de recomendações práticas orientadas para fomentar uma inteligência artificial mais inclusiva e culturalmente representativa.
Para aumentar a integração de línguas indígenas no ecossistema digital, o documento propõe 21 estratégias centradas tanto no aumento dos dados disponíveis nestas línguas como no desenvolvimento de tecnologias facilitadoras. Fomentar, em colaboração com as comunidades indicadas, a conversação digital em línguas indígenas, dar visibilidade aos seus influencers, proteger plataformas e arquivos digitais de tradições, e desenvolver tecnologias de tradução e voz são algumas das mais destacadas. Dessa forma, tais estratégias ajudariam a treinar os modelos de IA de forma a melhorar o seu desempenho nestas línguas.

A IA pode ser uma ferramenta poderosa para preservar, partilhar e revitalizar tradições culturais e idiomáticas, assim como para reduzir lacunas decorrentes do analfabetismo ou do monolinguismo em zonas isoladas. No entanto, para que as comunidades indígenas possam beneficiar plenamente das possibilidades de desenvolvimento e emprego que a IA oferece, é fundamental melhorar a eficácia na interação nas suas línguas originárias. Caso contrário, existe o risco de aumentar as lacunas digitais e sociais.
Atualmente, os modelos mais conhecidos de IA generativa mostram um desempenho desigual ao interagir em línguas indígenas. Em apenas 54% dos casos, as perguntas formuladas nestes idiomas recebem respostas aparentemente corretas, que podem ser até quatro vezes mais curtas do que as geradas em espanhol para perguntas equivalentes e com uma qualidade inferior em expressão (2,4 em 10) e compreensão (2,3 em 10). Além disso, o relatório também deteta um elevado viés cultural nos sistemas de inteligência artificial, que tendem a oferecer respostas que se inclinam para referências ocidentais, inclusive quando se formulam perguntas em línguas indígenas.
O relatório destaca a importância da colaboração entre programas governamentais, iniciativas de grandes empresas tecnológicas (Big Tech), ONG e marcas de consumo para promover melhorias no rendimento da IA em línguas indígenas. Além disso, confirma-se uma elevada correlação (91%) entre o volume de conteúdo digital disponível numa língua e a qualidade da IA nesse idioma.
“Para que a inteligência artificial seja verdadeiramente inclusiva a nível global, deve compreender e adaptar-se aos diferentes contextos linguísticos e culturais. Este estudo representa um ponto de partida fundamental para avançar na representação das línguas indígenas nas tecnologias do futuro”, afirma Adolfo Corujo, Partner & Marketing Solutions CEO da LLYC.

Por sua vez, Daniel Korn, Diretor de Políticas e Inovação em IA para a Microsoft Américas, afirma: “Os nossos clientes a nível mundial exigem relevância linguística e cultural nos produtos e serviços baseados em IA que oferecemos. Na Microsoft, o nosso objetivo é colocar as pessoas em primeiro lugar. Comprometemo-nos a abordar, em colaboração com governos, académicos, sociedade civil e organizações multilaterais, como o BID, as lacunas indicadas para alcançar a referida meta”.

“No BID Lab, através do programa fAIr LAC, promovemos o desenvolvimento de soluções de inteligência artificial que respondam aos contextos reais da América Latina e do Caribe. Este estudo permite-nos identificar lacunas e oportunidades para avançar em direção a tecnologias mais acessíveis e relevantes para as nossas comunidades”, conclui César Buenadicha, Diretor a.i do Departamento de Ecosystem Building y Acceleration do BID Lab.
Aceda à publicação completa neste link.
 

Sobre o BID Lab

BID Lab é o braço de inovação e venture capital do Grupo do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Encontramos novas formas de impulsionar a inclusão social, a ação ambiental e a produtividade na América Latina e no Caribe. BID Lab alavanca financiamento, conhecimento e conexões para apoiar empreendimentos em etapas iniciais, desenvolver novas tecnologias, ativar mercados inovadores e dinamizar setores existentes. www.bidlab.org

Sobre a LLYC
A LLYC é a empresa global de Marketing e Corporate Affairs, que como parceiro dos seus clientes em criatividade, influência e inovação, faz crescer e protege o valor dos seus negócios, convertendo cada dia numa oportunidade para revigorar as suas marcas.  
A LLYC, fundada em 1995, está presente na Argentina, Brasil (São Paulo e Rio de Janeiro), Bruxelas, Colômbia, Chile, Equador, Espanha (Madrid, Barcelona e Valência), Estados Unidos (Miami, Nova Iorque, Washington, DC, Grand Rapids, Detroit, St.Louis e Phoenix), México, Panamá, Peru, Portugal e República Dominicana.
Em 2024, as receitas operacionais da LLYC alcançaram os 93,1 milhões de euros. A LLYC está entre as 40 maiores empresas do mundo no seu setor, de acordo com os rankings da PRWeek e da PRovoke. Foi eleita Melhor Consultora na Europa 2025 nos PRWeek Global Awards e Consultora do Ano na América Latina 2023 pela PRovoke.  
 

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