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Lançamento do livro “Troia. A Terra Sigillata da Oficina 1. Escavações de 1956-1961 e 2008-2009”

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Amanhã, dia 25 de junho, pelas 15h30, terá lugar no Edifício da Marina de Troia a sessão de lançamento do livro “Troia. A Terra Sigillata da Oficina 1. Escavações de 1956-1961 e 2008-2009”, uma obra da autoria de Ana Patrícia Magalhães.

O Prof. Doutor Carlos Fabião (UNIARQ – Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa), a quem caberá a apresentação do livro, refere no Prólogo que nesta obra “encontra o leitor um modelar trabalho de investigação arqueológica, classificando e contextualizando um vasto acervo cerâmico, mas também uma laboriosa operação de recuperação das memórias do estudo da península de Troia. Em suma, uma obra de referência que garante a preservação de uma relevante informação para a história deste notável lugar de entrelaçamento do Mediterrâneo e Atlântico romanos».
 
Na sessão de apresentação, para além da autora Ana Patrícia Magalhães e do Prof. Doutor Carlos Fabião, estarão também presentes o Subdiretor-Geral do Património Cultural, Rui Santos e o Diretor do Museu Nacional de Arqueologia, António Carvalho, sendo o Museu Nacional de Arqueologia co-editor, com a Imprensa Nacional-Casa da Moeda, do livro “Troia. A Terra Sigillata da Oficina 1. Escavações de 1956-1961 e 2008-2009”.
 
Sobre as Ruínas Romanas de Troia
As Ruínas Romanas de Troia, classificadas como Monumento Nacional desde 1910, estão situadas na margem do rio Sado, na face nordeste da península de Troia. A poucos minutos da zona central de Troia, na outrora presumível Ilha de Ácala e que hoje se insere na Rede Natura 2000, os visitantes são convidados a viajar no tempo.
 
Envolto num ambiente de beleza natural ímpar, as visitas pelas ruínas da “Pompeia de Setúbal”, conforme foi referida por Hans Christian Andersen, dão a conhecer um monumento nacional que sobreviveu mais de 2000 anos, com casas, fábricas, termas, mausoléu e necrópole, que identificam a cidadania romana. Na época romana este terá sido um dos maiores e mais interessantes complexos fabris de conservas de peixe do Império Romano e do Mediterrâneo Ocidental, com uma extensão de quase dois quilómetros. Da instalação industrial faziam parte oficinas e tanques de salga (cetárias) de peixe e marisco que se destinavam à produção do garum, um condimento muito apreciado pelo povo romano.
 
Todos os anos são descobertos vestígios, que podem vistos nas exposições arqueológicas, visitas guiadas e eventos temáticos que periodicamente são promovidos.
 
Desde 2011, ano em que foi concluída a primeira fase da valorização do sítio arqueológico com a instalação de um percurso de visita com painéis de interpretativos, as Ruínas Romanas de Tróia receberam a visita de cerca de 90 000 visitantes

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