Alerta: acesso indevido a dados clínicos de menores. Portal da Queixa está a receber denúncias de pais e recomenda verificação no SNS24.
Lisboa, 22 de Maio de 2026 — Alegados acessos indevidos a dados clínicos de menores, associados a uma unidade de saúde localizada em Miranda do Corvo, estão a gerar uma onda de preocupação e indignação entre pais e encarregados de educação. O tema já chegou ao Portal da Queixa, onde há registo de várias reclamações contra o SNS.
A situação ganhou visibilidade após a partilha de mensagens em grupos privados de WhatsApp, onde vários utilizadores relataram suspeitas de consulta não autorizada de processos clínicos de crianças. O tema disseminou-se rapidamente no espaço digital, onde se verificou um crescimento acentuado nas pesquisas online relacionadas com termos como “acesso indevido histórico clínico”, “SNS24”, “Miranda do Corvo” e o nome “John Freddy Bermudez”, refletindo a tentativa de muitos cidadãos em obter esclarecimentos e confirmar a segurança dos dados de saúde dos seus filhos.
Relatos de reclamações no Portal da Queixa
Entre os casos que chegaram ao Portal da Queixa, Joana Moreira relata: “tomámos conhecimento de que foi efetuado acesso e/ou abertura de registos clínicos pelo médico John Freddy Bermudez na unidade de saúde de Miranda”, enquanto outro utilizador afirma: “tomei conhecimento de que terá sido efetuado acesso e/ou abertura de registos clínicos do meu filho, menor, pelo médico John Freddy Bermudez, na unidade de saúde de Miranda do Corvo”. Num terceiro testemunho, um utilizador indica que houve “acesso e/ou abertura de registos clínicos pelo médico John Freddy Bermudez numa unidade de saúde que desconhecemos totalmente e onde a menor nunca foi acompanhada, autorizada ou inscrita”, reforçando a preocupação crescente entre os pais relativamente à eventual consulta indevida de informação clínica sensível.
Sem confirmação oficial de irregularidades
Apesar das denúncias e da crescente inquietação, não existe até ao momento qualquer confirmação pública oficial de irregularidades por parte das autoridades de saúde.
Ainda assim, o facto de já existirem reclamações formais registadas reforça a necessidade de acompanhamento atento da situação e de esclarecimentos por parte das entidades competentes.
Pais recorrem ao SNS24 para verificar acessos
Face ao contexto, muitos encarregados de educação têm recorrido ao portal do SNS24 para consultar o histórico de acessos aos dados clínicos dos seus educandos. Esta funcionalidade permite identificar o profissional, a data e a entidade onde ocorreu a consulta da informação.
Tem também aumentado a adesão à ativação de notificações automáticas, que alertam os utentes sempre que a sua informação clínica é acedida por profissionais de saúde credenciados.
Recomendações aos cidadãos
Qualquer suspeita de acesso indevido deve ser registada com detalhe e comunicada às entidades competentes. Perante a atual situação, recomenda-se que os pais e encarregados de educação:
- Verificar o histórico de acessos no portal do SNS24;
- Ativar notificações automáticas de consulta de dados;
- Registar qualquer acesso suspeito;
- Procurar esclarecimentos junto das autoridades de saúde, caso necessário.
Os dados de saúde são classificados como informação altamente sensível, estando protegidos pelo Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD) e por normas específicas do SNS. O acesso deve ser limitado a profissionais devidamente autorizados e diretamente envolvidos na prestação de cuidados. A proteção dos dados clínicos, especialmente de menores, continua a ser uma prioridade fundamental para garantir a confiança e a segurança no sistema de saúde.
Tags: