Burlas com cromos do Mundial: Reclamações disparam no Portal da Queixa. Mais de 200 lesados.
Lisboa, 19 de junho de 2026 — Após ter alertado, em maio, para o surgimento de burlas associadas à venda de cadernetas e cromos do Mundial 2026, o Portal da Queixa reforça agora o aviso face ao crescimento expressivo do número de reclamações registadas nas últimas semanas.
De acordo com os dados mais recentes, já foram reportadas 203 reclamações de consumidores lesados, evidenciando uma escalada significativa deste tipo de fraude. Os esquemas continuam a recorrer a websites e anúncios falsos — frequentemente divulgados nas redes sociais — que simulam lojas legítimas e utilizam a imagem de marcas reconhecidas para enganar os consumidores.
A análise dos relatos indica que os consumidores têm apresentado reclamações dirigidas à Panini, mas também a instituições bancárias na tentativa de reaver os montantes pagos e denunciado as situações em plataformas como o Facebook e o Instagram, onde muitos destes esquemas são promovidos.
Os relatos mantêm um padrão consistente: consumidores são atraídos por campanhas aparentemente legítimas e pressionados por mensagens de escassez ou urgência, acabando por efetuar pagamentos — muitas vezes por meios digitais — sem que recebam qualquer confirmação ou entrega dos produtos.
Perante este cenário, o Portal da Queixa reforça a importância da prevenção e da adoção de comportamentos seguros nas compras online. A verificação da credibilidade dos websites, a validação das entidades de pagamento e a consulta de plataformas de reputação são passos essenciais para evitar situações de fraude. Através da ferramenta gratuita “Não Sejas Pato”, os consumidores podem avaliar a fiabilidade de lojas online e tomar decisões mais informadas.
Os dados analisados permitem também traçar o perfil dos consumidores afetados. Em termos geográficos, as reclamações concentram-se sobretudo nos distritos de Lisboa (21,77%), Porto (19,56%) e Setúbal (15,50%), seguindo-se Aveiro, Braga e Leiria, todos com valores acima dos 6%.
Ao nível do género, verifica-se uma ligeira predominância do público feminino (53,51%), face ao masculino (46,49%).
Já no que diz respeito à faixa etária, o grupo mais afetado situa-se entre os 45 e os 54 anos (34,69%), seguido dos consumidores entre os 35 e os 44 anos (29,15%) e dos 25 aos 34 anos (15,87%), revelando que este tipo de fraude impacta sobretudo adultos em idade ativa.
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