Rendas das casas descem 2,4% no último ano e mantêm tendência de queda há cinco meses
- Bragança (20,5%), Santarém (12,1%) e Funchal (12,1%) lideram as subidas nas capitais; Porto (-7,3%) regista a maior descida.
- Lisboa continua a ser a cidade mais cara para arrendar, com 21,8 euros/m2.
- Bragança regista a maior subida entre distritos e ilhas (35,8%); Guarda apresenta a maior descida (-23%).
- Madeira (10,3%) e Alentejo (10,2%) lideram as subidas regionais; Norte (-6,4%) regista a maior descida.
- Rendas em queda há cinco meses consecutivos: -1,9% em janeiro, -1,4% em fevereiro, -1,2% em março e -2,7% em abril.
2 de julho de 2026 – Os preços das casas para arrendar em Portugal desceram 2,4% em junho, face ao mesmo mês do ano anterior. Segundo o índice de preços do idealista, arrendar casa tinha um custo de 16,3 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês, tendo em conta o valor mediano, afastando-se do máximo histórico de 17 euros/m2, registado em outubro de 2025. Trata-se de uma tendência de descida que se tem vindo a consolidar nos últimos cinco meses, com descidas de 1,9% em janeiro, 1,4% em fevereiro, 1,2% em março, 2,7% em abril e 2,9% em maio.
Cidades capitais de distrito e região autónoma
O preço das casas para arrendar aumentou em 12 das 16 capitais de distrito e regiões autónomas analisadas, manteve-se estável em Aveiro (0,2%) e desceu nas restantes três. As maiores subidas anuais registaram-se em Bragança (20,5%), Santarém (12,1%), Funchal (12,1%) e Viana do Castelo (10,4%). Seguem-se Setúbal (8,3%), Castelo Branco (8,3%), Faro (7%), Évora (6,8%), Leiria (4,5%), Ponta Delgada (3,6%), Braga (2,9%) e Coimbra (1,3%). Em sentido contrário, as maiores descidas anuais observaram-se na Guarda (-23%), Vila Real (-6,7%), Porto (-5,8%), Coimbra (-4%), Lisboa (-1,7%) e Faro (-1,1%).
Lisboa continua a ser a cidade mais cara para arrendar casa, com um preço mediano de 21,8 euros/m2, seguida do Funchal (16,8 euros/m2) e do Porto (16,4 euros/m2). Logo depois surgem Faro (15,2 euros/m2), Setúbal (14,1 euros/m2), Coimbra (13,0 euros/m2) e Évora (12,7 euros/m2). Seguem-se Aveiro (11,6 euros/m2), Ponta Delgada (11,1 euros/m2), Viana do Castelo (10,2 euros/m2), Braga (10,1 euros/m2) e Santarém (9,8 euros/m2). No segmento intermédio encontra-se Leiria (9,3 euros/m2).
As capitais mais económicas continuam a ser Viseu (7,7 euros/m2), Bragança (7,5 euros/m2) e Castelo Branco (7,4 euros/m2).
Nos últimos 12 meses, os preços das casas para arrendar subiram em 12 dos 20 distritos e ilhas analisadas, mantiveram-se estáveis em ilha de São Miguel (0,2%) e Viseu (0%) e desceram nos restantes seis. As maiores subidas anuais registaram-se em Bragança (35,8%), ilha da Madeira (10,5%), Viana do Castelo (8,2%), Évora (7,3%) e Santarém (7,2%). Registaram-se ainda aumentos em Castelo Branco (6,8%), Portalegre (5,6%), Setúbal (5,6%), Aveiro (2,8%), Beja (2,3%), Braga (1,7%) e Leiria (1,2%). Em sentido contrário, as maiores descidas anuais observaram-se na Guarda (-23%), Coimbra (-4%), Vila Real (-6,7%), Porto (-5,8%), Lisboa (-1,7%) e Faro (-1,1%).
O distrito de Lisboa lidera o ranking dos distritos e ilhas mais caras para arrendar casa, com um preço mediano de 20,0 euros/m2, seguido da ilha da Madeira (15,9 euros/m2). Logo depois surgem Faro (15,5 euros/m2), Porto (14,9 euros/m2) e Setúbal (14,7 euros/m2).
Com valores iguais ou acima dos 10 euros/m2 encontram-se ainda Évora (12,1 euros/m2), Coimbra (11,8 euros/m2), ilha de São Miguel (10,8 euros/m2), Leiria (10,4 euros/m2), Viana do Castelo (10,4 euros/m2), Beja (10,3 euros/m2), Aveiro (10,3 euros/m2) e Braga (10,2 euros/m2).
No segmento intermédio surgem Santarém (9,4 euros/m2), Castelo Branco (8,4 euros/m2), Bragança (7,9 euros/m2), Vila Real (7,8 euros/m2) e Viseu (7,7 euros/m2). Os distritos mais económicos continuam a ser Portalegre (6,8 euros/m2) e Guarda (6,0 euros/m2).
Regiões
Nos últimos 12 meses, os preços das casas para arrendar subiram em três das sete regiões portuguesas analisadas, mantiveram-se estáveis no Centro (-0,3%) e desceram nas restantes três.
As maiores subidas anuais registaram-se na Região Autónoma da Madeira (10,3%), seguida do Alentejo (10,2%) e da Região Autónoma dos Açores (5,1%). Em sentido contrário, verificaram-se descidas anuais no Norte (-6,4%), na Área Metropolitana de Lisboa (-1,3%) e no Algarve (-1,1%).
A Área Metropolitana de Lisboa mantém-se como a região mais cara do país para arrendar casa, com um preço mediano de 19,5 euros/m2. Seguem-se a Região Autónoma da Madeira (15,8 euros/m2) e o Algarve (15,5 euros/m2). Logo depois surgem o Norte (13,6 euros/m2) e o Alentejo (12,2 euros/m2). As regiões mais acessíveis continuam a ser a Região Autónoma dos Açores (10,7 euros/m2) e o Centro (10,3 euros/m2).
Índice de preços imobiliários do idealista
Para a realização do índice de preços imobiliários do idealista, são analisados os preços de oferta (com base nos metros quadrados construídos) publicados pelos anunciantes do idealista. São eliminados da estatística anúncios atípicos e com preços fora de mercado.
Incluímos ainda a tipologia “moradias unifamiliares” e descartamos todos os anúncios que se encontram na nossa base de dados e que estão há algum tempo sem qualquer tipo de interação pelos utilizadores. O resultado final é obtido através da mediana de todos os anúncios válidos de cada mercado.
O relatório completo encontra-se em:
https://www.idealista.pt/media/relatorios-preco-habitacao/arrendamento/
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